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Baixa Autoestima: Por que é tão difícil gostar de si mesmo?

A baixa autoestima é uma das queixas mais frequentes que ouço no consultório. Pessoas que, apesar de todas as conquistas externas, não conseguem se sentir verdadeiramente merecedoras de amor, respeito ou felicidade.

Se você já se perguntou por que parece tão difícil gostar de si mesmo, saiba que você não está sozinho. E, mais importante: essa dificuldade não é fraqueza ou frescura. Ela tem raízes profundas, geralmente ligadas às nossas primeiras experiências de vida.

De onde vem a baixa autoestima?

A autoestima começa a ser construída muito cedo, ainda na infância. Ela se forma a partir da maneira como fomos olhados, cuidados e validados pelas figuras importantes da nossa vida — principalmente nossos pais ou cuidadores.

Quando uma criança recebe mensagens constantes de que não é boa o suficiente, de que precisa fazer mais para merecer amor, ou quando seus sentimentos são invalidados, ela internaliza a crença de que há algo errado consigo mesma.

"A criança que não foi acolhida em sua essência aprende a buscar aprovação no outro, e não em si mesma."

Essas experiências criam o que chamamos de feridas emocionais. E mesmo que nos tornemos adultos bem-sucedidos, essas feridas continuam operando por baixo da superfície, influenciando a forma como nos vemos e como nos relacionamos.

Sinais de baixa autoestima

Nem sempre a baixa autoestima é óbvia. Às vezes ela se disfarça de perfeccionismo, de dificuldade em dizer não, ou de uma necessidade constante de aprovação. Alguns sinais comuns incluem:

  • Dificuldade em aceitar elogios
  • Comparação constante com outras pessoas
  • Medo de julgamento e rejeição
  • Autocrítica excessiva e cruel
  • Aceitar menos do que você merece nos relacionamentos
  • Procrastinação por medo de não ser bom o suficiente

É possível reconstruir a autoestima?

Sim, é possível. Mas é importante entender que não se trata de "positividade" ou de repetir afirmações no espelho. Reconstruir a autoestima é um trabalho profundo que envolve:

  1. Reconhecer as feridas: Entender de onde vem essa dificuldade de se aceitar.
  2. Acolher a criança interior: Oferecer a si mesmo a validação que não recebeu.
  3. Questionar as crenças: Identificar e desafiar as crenças limitantes sobre você.
  4. Exercitar a autocompaixão: Tratar-se com a mesma gentileza que trataria um amigo.

A terapia é uma ferramenta poderosa nesse processo, pois oferece um espaço seguro para olhar essas questões com profundidade, sem julgamento.

O primeiro passo

Se você se identificou com esse texto, o primeiro passo já foi dado: a consciência. Reconhecer que existe algo a ser trabalhado é o início de qualquer mudança.

Você não precisa continuar vivendo com essa voz crítica interna que te diminui. Existe um caminho para se relacionar consigo mesmo de forma mais amorosa e autêntica.

Quer conversar sobre isso?

Se você sente que precisa de ajuda para trabalhar sua autoestima, estou aqui para te acompanhar nessa jornada.

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